Existe vida após a morte! Qual o impacto social desta descoberta?

O Professor Gary E. Schwartz, PhD é psicólogo e pesquisador da Universidade do Arizona (EUA), e há anos vem realizando pesquisas no campo dos fenômenos mediúnicos, buscando provar através da Ciência “a hipótese que a consciência (ou personalidade ou identidade) de uma pessoa sobrevive à morte física“. Publicou diversos trabalhos acadêmicos e livros, entre os quais foi co-autor de “The Afterlife Experiments: Breakthrough Scientific Evidence of Life After Death” que em tradução livre seria “Experimentos de Pós-Vida: Importantes Evidências Científicas da Vida Após a Morte“.

Como é comum, e saudável no mundo acadêmico, há diversos críticos ao seu trabalho, principalmente por ser este um campo ainda bastante controverso no meio científico. É triste porém ver que homens que proclamam defender a verdade através do ceticismo, como o Sr. Robert Todd Carroll, possam usar de artifícios como generalizações, simplificações levianas e meias verdades, instrumentos tão criticados por eles mesmos quando apontam o dedo para o trabalho dos que buscam estudar os aspectos mais sutís da Natureza.

Fica claro para quem lê o artigo “What if Gary Schwartz is right?” (E se Gary Schwartz estiver certo?), que Carroll buscou desacreditar as pesquisas do Prof. Schwartz, não só ridicularizando alguns aspectos importantes neste campo de estudo como a “obsessão espiritual”, mas pior, tentando desacreditar a maior das contribuições que este tipo de pesquisa trará para o Mundo. No texto o autor argumenta que mesmo na hipótese da Ciência provar que há vida após a morte, nada (ou pouco) mudaria no Mundo pois a grande maioria das pessoas já crêem em alguma religião que prega a existência e sobrevivência da alma e isso nunca trouxe benefício algum, muito pelo contrário.

Em princípio a afirmação faz muito sentido, usando a mesma lógica poderíamos afirmar que a descoberta científica que demonstrou o mal que o fumo traz para a nossa saúde não foi importante, pois não transformou a humanidade em não fumantes, há até mesmo médicos que fumam!

Comecemos analisando esse exemplo comparativo então: Observando os últimos 40 anos há que se reconhecer o efeito positivo desta descoberta, que há sim consciência crescente e institucionalizada na sociedade que o fumo é um mal para todos e deve ser combatido. Portanto alegar que um conhecimento científico que afeta diretamente as pessoas, qualquer que ele seja, terá pouco ou nenhum impacto social é deveras leviano.

No que diz respeito ao tema especificamente criticado no texto, a certeza da sobrevivência da individualidade ao processo da morte, o mesmo raciocínio se aplica. O articulista argumentar que a maioria das pessoas tem fé na vida após a morte é um grande sofisma, pois qualquer estudioso das ciências sociais pode atestar que na prática o que fica demonstrado é que esta “fé” não é tão sincera e profunda assim. O que é patente no mundo atual é a busca constante pela materialidade e o egoísmo nas ações, demonstrando que a verdadeira “fé” da maioria das pessoas está no imediatismo e no prazer mundano.

Quando a Humanidade tiver a certeza da vida futura, corroborada pela Ciência e estudada nas escolas e universidades, esta certeza trará sim um grande impacto na sociedade mundial. Como no exemplo do fumo, sabemos que este novo paradigma não significará uma transformação moral imediata da Humanidade, em contrapartida promoverá uma aceleração no seu processo evolutivo, tanto em nível individual como coletivo. Diversas políticas públicas, códigos de ética profissionais, e principalmente dogmas religiosos terão que ser revistos, provocando uma reação em cadeia de revisão de valores e busca sincera do auto-conhecimento. Outro grande impacto será o efeito Consolador que esta confirmação trará ao coração de todos aqueles que acreditavam ter perdido pessoas amadas para o abismo do Nada e agora viverão na certeza do feliz reencontro. Quando este momento chegar, nosso planeta estará então na fase que os Espíritos classificam como Mundo de Regeneração!

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3 Respostas

  1. Interessante o texto,eu particularmente,já passei por experiencias religiosas, e acreditar na vida apos a morte é mais forte do que minha propria vontade,pois a terra eu ja sei como é,agora se não sou apenas corpo,onde viverei apos a morte,isto sim é um assunto para se interessar.

  2. sou espiritualista convicto por intuição e desejaria, se possível for, receber através do meu e-mail, os mais recentes estudos e pesquisas científicas feitas nessa área. obsolaris1@hotmail.com abraços e muita paz!

  3. Que bom que a Ciência é, em geral, cética e procura respostas racionais para as proposições e expectativas da humanidade. Os avanços e interesses para desvendar o maior mistério da vida que é se há continuidade ou não e à medida que estas questões são evidenciadas e estudadas faz com que nos voltemos para nossa consciência e façamos uma reavaliação ética e moral no nosso comportamento para que tenhamos cada vez mais a compreensão do porquê estamos aqui.

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